Luandaship, velho ao novo
Luanda do velho ao novo, uma infância traduzida em lembraças e arranjos da memória. O bairro Nelito Soares marca e remarca vivências agora entregues à recordação.
Luanda vem registando novos momentos de cidade em movimentos bruscos do barroco à pós-modernidade. Na cidade emerge uma nova civilização urbana, com novos modelos inspirando pela Televisão, rádio e jornais e revistas arco- ires dos nossos dias. A sexualidade regular os costumes e comportamentos, não havendo fronteira a faxas etarias e ao fundamentalismo religioso. Bandeiras preta e amarela, vermelha e verde disfilam na marginal renascendo o carnaval da vitória. Só os fortes sobrevivem numa vida em espiral, inscrevendo o Darwinismo social, entre os musseques, cidade velha e o Litoral Sul.
O Kuduro, semba e kizomba são os icones da mudança transfornadora dos finais 90. Ritmos que regulam a convivência social numa relação corpo a corpo, ante à ausência de referências culturais fortes, a nova juventude recria um novo imaginário social luandense.
Luanda, cidade velha que restou da saudade dos anos 40 e 50 da gesta libertadora. Litoral sul simbolo de paradoxos e assimetrias sociais, um gigante que se agiganta não sabendo ao certo se é de barro. Indaga-se o narrador de Filhos da Pátria:“ até onde é capaz de ir a capacidade de humilhação do ser humano? É tão grande como a capacidade de adaptação? As respostas não as tenho, mas duma coisa estou certo – o musseque ainda é uma fonte de inspiração. Vai lá ver como o nosso Rangel está a naufragar, cantou o Show Men Yuri da Cunha.
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